Quatro pessoas estão desaparecidas, após o naufrágio de um arrastão à entrada do Porto da Figueira da Foz. Dois tripulantes foram regatados, apurou a TVI no local. Um corpo foi também, entretanto, recolhido do mar pelas autoridades.

O alerta terá sido dado pouco antes das 19:30. A TVI também sabe que o primeiro meio de socorro, uma lancha da polícia marítima, só chegou ao local 45 minutos depois do naufrágio. Entretanto, já depois das 21:00, chegou ao local um meio aéreo.

Mais de uma hora depois do naufrágio, às 20:40, cerca de duas centenas de pessoas estavam concentradas na cabeça do molhe sul do porto da Figueira da Foz e criticavam a falta de uma operação de salvamento e a ausência de embarcações no mar, como presenciou a agência Lusa no local.

Os populares e pescadores questionam a ausência do Instituto de Socorros a Náufragos (ISN) e questionaram diretamente o presidente da Câmara da Figueira da Foz, João Ataíde, que se encontra no local, inteirando-se do sucedido.

João Ataíde, contudo, afirmou não ter tem autoridade nas questões que envolvem o porto da Figueira da Foz.
De acordo com testemunhas oculares, pescadores que estavam naquele momento no molhe norte do porto, a embarcação estava a entrar na barra e enquanto esperava por uma ondulação favorável foi atingida por uma onda que a virou, naufragando-a, num momento em que ainda havia luz.

Às 19:32, via-se do molhe norte da Figueira da Foz, junto à praia, a embarcação virada a umas dezenas de metros do molhe sul e uma balsa de salvamento, não se descortinando se está ou não ocupada por pescadores.
Junto ao molhe norte estiveram igualmente várias ambulâncias e meios terrestres da Polícia Marítima, que entretanto abandonaram o local, aproximando-se da margem sul do rio.

De acordo com testemunhas oculares, surfistas que estavam na praia interior do molhe sul, o “Cabedelinho”, disseram que estariam cinco a seis pessoas numa balsa de salvamento e dois pescadores agarrados ao casco do arrastão, que se virou a poucas dezenas de metros do molhe sul.

Segundo o porta-voz da Marinha, comandante Paulo Vicente, a “embarcação está num sítio inacessível e ninguém consegue alcançá-la”, devido às condições do mar.

“Está a chegar um meio aéreo e o navio de patrulha oceânico 'Figueira da Foz'”, disse na altura à Lusa o porta-voz da Marinha, explicando a que vários meios, incluindo motas de água, tentaram alcançar o local onde a embarcação naufragou, mas sem sucesso devido à agitação marítima.