Dos dezoito arguidos no processo das agessões na Cova da Moura, apenas 17 vão a julgamento. A decisão instrutória sobre o processo dos polícias acusados de agressões foi conhecida esta segunda-feira. 

Ao que a TVI apurou no local, a juíza de instruição criminal decidiu não levar a julgamento a subcomissária Ana Carolina Hipólito, que segundo a acusação teria limpado o sangue no chão da esquadra e que seria das agressões dos polícias ao  jovem. 

A agente pediu a instrução do processo e as várias testemunhas afirmaram que a subcomissária não teria estado na esquadra naquele dia. A juíza considerou as declarações e decidiu que Ana Carolina Hipólito não ia a julgamento. 

Já sobre os restantes 17 arguidos não foram alterados factos. 

Os agentes da PSP foram acusados pelo Ministério Público, em julho, de denúncia caluniosa, injúria, ofensa à integridade física e falsidade de testemunho, num caso que remonta a 2015 e envolveu agressões a jovens da Cova da Moura (Amadora).

Em fevereiro de 2015, um grupo de cerca de 10 jovens tentou invadir a esquadra da PSP de Alfragide, no concelho da Amadora, na sequência da detenção de um jovem que atirou uma pedra contra uma carrinha policial, segundo fonte das forças de segurança.

De acordo com a PSP, uma carrinha de uma equipa que patrulhava o bairro da Cova da Moura foi atingida por uma pedra atirada por um jovem de um grupo de cerca de 10 pessoas. Um polícia sofreu ferimentos ligeiros, no rosto e nos braços, e foi transportado para o Hospital de Amadora-Sintra, e o jovem, de 24 anos, foi levado para a esquadra de Alfragide.

Na sequência da detenção, os restantes jovens, com idades entre os 23 e 25 anos, "tentaram invadir" a esquadra, tendo sido disparado um novo tiro para o ar, segundo a PSP. Foram detidos cinco elementos do grupo e os restantes fugiram.

Depois da detenção, os cinco jovens foram transportados ao hospital devido a ferimentos ligeiros.

Três dias depois a Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI) anunciava uma investigação à atuação da PSP nos incidentes no Bairro da Cova da Moura e numa esquadra de Alfragide.

Mais tarde, a 07 de julho de 2015, o Ministério da Administração Interna informava que tinha instaurado processos disciplinares contra nove elementos da PSP e arquivado os casos relativos aos restantes cinco polícias.

Em julho, a Direção Nacional da PSP destacou que “a presunção de inocência se mantém até trânsito em julgado”.

Os arguidos encontram-se sujeitos a termo de identidade e residência.