O Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional (SNCGP) manifestou-se esta segunda-feira preocupado com a falta de segurança nas prisões de Pinheiro da Cruz (Grândola) e Sintra, onde os guardas prisionais foram agredidos.

O presidente do sindicato, Jorge Alves, adiantou à agência Lusa que, nas últimas semanas, a instabilidade e insegurança aumentou nos estabelecimentos prisionais de Pinheiro da Cruz e Sintra, temendo um agravamento da situação.

Segundo o sindicato, na semana passada, um guarda prisional de Pinheiro da Cruz foi sequestrado numa cela, por dois reclusos, depois de ter apreendido dois telemóveis.

Outro incidente ocorreu quando um guarda prisional, do mesmo estabelecimento, foi agredido com uma cabeçada por um recluso no refeitório, por impedir que este levasse mais do que um prato de comida.

Jorge Alves alertou também para a situação no Estabelecimento Prisional de Sintra, onde cinco guardas foram agredidos nas últimas cinco semanas.

O presidente do sindicato apontou a falta de guardas como uma das razões para a insegurança nas cadeias.

Como exemplo, indicou que, em Pinheiro da Cruz, trabalham diariamente menos de 50 guardas, para um universo de cerca de 600 reclusos.

A falta de segurança nestas duas prisões vai ser um dos temas que o sindicato vai debater, na terça-feira, durante uma reunião com o diretor-geral de Reinserção e Serviços Prisionais, Celso Manata.

Segundo o Relatório Anual de Segurança Interna, 25 guardas foram agredidos no ano passado, registando uma ligeira descida em relação a 2014, quando ocorreram 29 agressões.

Jorge Alves sublinhou que as agressões nestes estabelecimentos prisionais se intensificaram este ano.

Dados da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais indicam que o número de reclusos totalizava, a 15 de março, 14.330, existindo uma taxa de ocupação de 112 por cento.