A ameaça de bomba num avião da TAP que deveria ter descolado cerca das 6:00 do aeroporto de Faro veio a revelar-se um “alarme falso”, disse à Lusa o porta-voz da companhia.

Os 38 passageiros que estavam a bordo do avião regressaram, entretanto, a Lisboa num outro aparelho, que partiu do aeroporto de Faro às 11:20, adiantou outra fonte da TAP.

“Devido à situação de ‘stress’ verificada com todos os procedimentos relativos à ameaça de bomba, e para acautelar a tranquilidade da operação, os 38 passageiros que estavam a bordo do avião vão ser transportados para Lisboa num outro aparelho”, disse a mesma fonte da companhia aérea portuguesa à agência Lusa.

“Trata-se de um voo normal, do horário, e que tem a capacidade para trazer os 38 passageiros”, informou.

Entretanto, uma fonte da ANA – Aeroportos de Portugal disse à Lusa que a situação “já está normalizada”, tendo o ‘alerta laranja’ sido levantado.

A mesma fonte explicou que são as autoridades do aeroporto que ativam os planos de emergência e decretam os alertas “amarelo, laranja e vermelho”, consoante a ameaça.

O alerta é decretado pelo Comité de Emergência do Aeroporto, que reúne várias entidades, inclusive as autoridades policiais.

Embora não adiantando mais pormenores, o porta-voz da TAP, António Monteiro, avançou que ter-se-á tratado de “um alarme falso de bomba”, uma vez que a informação de que dispõe é que as autoridades “não encontraram nada”.

O aeroporto de Faro encontrava-se desde as 6:00 sob ‘alerta laranja’, o segundo mais grave de uma escala de três, devido a uma ameaça de bomba no interior de um avião, adiantou à agência Lusa uma fonte da PSP.

Num primeiro contacto, o porta-voz da TAP avançou à agência Lusa que um avião da companhia portuguesa deveria ter partido do aeroporto de Faro pelas 6:05 com destino a Lisboa, mas tal não chegou a acontecer devido a uma ameaça de bomba.

António Monteiro explicou que os 38 passageiros da aeronave não se encontravam no interior da mesma. Ainda assim, junto à aeronave estiveram duas viaturas de emergência médica.
 
As operações no aeroporto de Faro decorreram sempre normalmente apesar da ameaça, adiantou à Lusa o porta-voz da ANA – Aeroportos de Portugal.
“As operações no aeroporto de Faro continuam normais. Não houve cancelamentos nem atrasos”, avançou Rui Oliveira, porta-voz da ANA, em declarações à agência Lusa.

De acordo com Rui Oliveira, a ameaça de bomba “foi feita por telefone e dizia respeito ao primeiro voo a descolar do aeroporto de Faro” e que tinha como destino Lisboa.

A ameaça foi validada pelas autoridades, tendo-se deslocado para o local a Brigada de Minas e Armadilhas, segundo o responsável.

“Foram feitos os procedimentos aplicáveis nestes casos. As autoridades estão agora a investigar”, acrescentou.

O diretor da Polícia Judiciária (PJ) de Faro também confirmou que a ameaça de bomba se tratou de um falso alarme, mas frisou que ameaças deste tipo são "para ser levadas a sério".

Em declarações aos jornalistas na zona de partidas do Aeroporto de Faro, Luís Mota Carmo adiantou que houve vários telefonemas para as autoridades que referiam a existência de uma bomba "com determinadas características" no interior do avião.

O diretor da PJ de Faro, autoridade com a tutela criminal para este tipo de situações, acrescentou que vai ser iniciada uma investigação para determinar "a origem dos telefonemas e identificar a pessoa que os fez".

Segundo aquele responsável, a secção de minas e armadilhas da PSP despistou a existência do engenho na aeronave e "verificou-se que efetivamente não existia".

Luís Mota Carmo acrescentou que a ameaça foi feita em língua portuguesa, mas escusou-se a adiantar se foi um homem ou uma mulher, dizendo apenas que houve mais do que um telefonema.
"Iremos lançar mão dos nossos recursos tecnológicos" para detetar a origem dos telefonemas, afirmou, observando que a investigação está no início, pelo que é "prematuro fazer qualquer observação" em relação à origem das chamadas.