A forte explosão que sacudiu, esta quarta-feira à noite, a Península de Setúbal foi uma «destruição programada de material que estava fora de prazo», adiantou à TVI o presidente da Câmara de Sesimbra, Augusto Pólvora.  O estrondo foi ouvido em toda a Península de Setúbal e também na Grande Lisboa.
 
A explosão ocorreu às 22:23. O estrondo foi ouvido em vários locais, incluindo Azeitão, Quinta do Conde, Verdizela, Barreiro, Cascais, Fonte da Telha, Costa da Caparica.  
 
De acordo com Austo Pólvora, o material que estava a ser destruído era cordão detonante, «cerca de nove mil metros», pertencente à empresa Maxamport, que pediu autorização à pedreira para a operação. «Tudo terá sido feito dentro das normas. A explosão foi acompanhada por um agende da PSP e por dois funcionários da pedreira», explicou o autarca aos jornalistas.
 

«O normal é que este material vá queimando sem haver explosão, mas alguma coisa correu mal. Disseram-me que pode ter sido de ter estado mais calor esta tarde…», adiantou o presidente da Câmara de Sesimbra.

 
Não há notícias de vítimas ou informações sobre danos materiais. A pedreira da Sobrissul é uma das maiores e mais profundas da região.
 
Os populares das localidades vizinhas dizem que pensaram que se tratava de um sismo e, embora habituados a explosões controladas na pedreira, dizem não haver memória de nada desta dimensão. 



Moradores que vivem perto da pedreira da Sobrissul contaram à TVI, que esta não foi uma explosão normal. 

A Direção Nacional da PSP confirma que a explosão foi provocada por uma empresa que procedia à destruição programada de resíduos explosivos. «Quando os engenhos [explosivos] não são detonados na tonalidade e ficam resíduos explosivos, depois, é necessário fazer rebentamentos controlados, ou seja, é necessário provocar um incêndio controlado de explosivos», disse à Lusa Paulo Flor, porta-voz da Direção Nacional da PSP.

De acordo com a mesma fonte, numa dessas ações levadas a cabo por uma empresa especializada, « a carga terá sido superior ao normal e provocou um estrondo, que, com a propagação junto à água, fez com que tivesse sido ouvida em Setúbal e na região de Lisboa».

Paulo Flor salientou, no entanto, que vão ser apuradas as razões que estiveram na origem do « estrondo anormal» e que fizeram com que a explosão fosse ouvida em diversas localidades das duas margens do Tejo, designadamente na Península de Setúbal, nos concelhos de Sesimbra, Palmela, Seixal e Montijo, mas também na margem norte do Tejo, em Oeiras e Cascais.

O porta-voz da PSP não excluiu a possibilidade de a explosão ter provocado alguns danos, face à dimensão que terá tido, mas garantiu que, até ao momento, não há qualquer informação de pessoas feridas ou de danos materiais.