A inexistência de informação específica para os encarregados de educação sobre a gripe A, está a contribuir para que muitos tenham medo de levar os filhos à escola, alerta a federação de associações de pais de Lisboa.

«Começa a haver pais que não querem levar filhos à escola por falta de informação correcta ou porque a informação que tem sido transmitida não o foi da melhor forma e está a espalhar o pânico», disse à Lusa, Isidoro Roque, da Federação Regional de Lisboa das Associações de Pais (FERLAP).

O responsável pede aos encarregados calma e que se informem para não caírem em exageros, destacando que a associação, parceira do Ministério da Educação, ainda «não recebeu qualquer tipo de informação oficial para fazer chegar aos pais, quando faltam pouco mais de 15 dias para o início do ano lectivo».

Isidoro Roque alertou, no entanto, que todos os dados sobre a gripe A que a federação conseguiu recolher, por iniciativa própria, estão no site da FERLAP.

Necessidade de informação específica

Considerando os pais como elementos essenciais na contenção da pandemia da gripe A, a FERLAP destaca a necessidade de mais informação específica, para que os encarregados da educação possam trabalhar com os seus educandos formas de evitar o contágio nas escolas.

«Os pais devem ser os primeiros a participar nesta guerra, mas têm de estar bem informados, de forma a evitar os exageros. As pessoas não podem ficar em casa, têm de trabalhar e têm de cumprir o que for estabelecido», realçou.

Atenção para as idades complicadas

Isidoro Roque chama a atenção para as idades mais complicadas, sobretudo as da creche, jardim-de-infância e início do ensino básico, nas quais é mais difícil controlar as boas práticas de higiene das crianças, e destacou ainda que os pais têm de reclamar, caso as escolas não adoptem as regras necessárias ou não disponibilizem o material previsto.

A FERLAP chama ainda a atenção para a necessidade de «formação específica para os funcionários e os professores», no entanto, «a quinze dias do início das aulas, esta formação já vem tarde», considerou Isidoro Roque, realçando que, já que a gripe é inevitável, o melhor é pais, professores e funcionários «prepararem-se bem».