Por: Redacção / PP | 16- 12- 2009 14: 43
Artigo actualizado às 18h59
A Federação Nacional dos Sindicatos da Educação (FNE) propôs esta quarta-feira
ao governo o acesso ao topo da carreira a todos os docentes com «Bom» na avaliação, tendo o Ministério da Educação garantido
que há margem para discutir a ideia, escreve a Lusa.
O Ministério da Educação e os sindicatos dos professores voltam
durante o dia à mesa das negociações por causa da revisão do estatuto da carreira docente e da avaliação dos professores,
num momento em que as negociações se encontram num impasse devido às quotas de progressão na carreira.
«Um bom
debate»
No fim da manhã, a FNE revelou que ainda não tinha conseguido chegar a acordo com o Governo, mas que
tinha havido «um bom debate», com uma discussão em volta da «dimensão avaliativa formativa» e da «organização pedagógica das
escolas».
A FNE deixou a garantia de que está disposta «a encontrar soluções com o Governo», mas não abdica de um
princípio que lhe parece ser «essencial».
«Quando entra na carreira, [queremos que] o professor tenha legítima expectativa
de que mesmo sem ter "Excelente" ou "Muito Bom", mesmo sendo "Bom", atinja sempre o topo da carreira», revelou o secretário-geral
da FNE, em declarações aos jornalistas.
«Dimensão da carreira»
O sindicalista admite que «tudo vai
depender agora da dimensão da carreira», lembrando que a FNE «evoluiu em relação à sua proposta inicial de acesso ao topo
em 28 anos» e que a tutela «mantém a sua lógica de 34 anos».
«Não sabemos qual é a proposta que o Ministério vai
colocar em cima da mesa, mas o que para nós é essencial é a garantia de cumprimento deste princípio», sublinhou.
João
Dias da Silva acrescentou ainda que a FNE não tem a solução, apenas um problema e um objectivo e que compete agora à tutela
trabalhar sobre a proposta de solução que «responda àquilo que é o objectivo que a FNE enunciou».
Governo assumiu
sugestão perante Fenprof
Ao final da tarde, a Fenprf anunciou que o ministério da Educação assumiu, esta quarta-feira,
que todos os professores avaliados com «bom» terão acesso ao topo da carreira.
«Se o que estivesse em cima da mesa
[hoje] fosse o documento que anteriormente nos foi entregue, estávamos num impasse», disse aos jornalistas o secretário-geral
da Federação Nacional dos Professores, Mário Nogueira.
A proposta avançada pelo Ministério «não chega para assegurar
seja o que for», acrescenta. «É claramente insuficiente para poder dizer que estamos perto de um consenso», declarou Mário
Nogueira.
Mesmo que houvesse acordo noutras matérias, as negociações sobre a carreira não poderão ficar concluídas
até 30 de Dezembro, garantiu o secretário-geral da Fenprof.
«Hoje mesmo entregámos ao Ministério da Educação a relação
das matérias que têm também de ser revistas e que no dia 30 têm de ser agendadas e que ainda são uma mão-cheia delas, a começar
pelos horários de trabalho», disse.
De acordo com Mário Nogueira, a Fenprof mantém-se contra a prova de ingresso
na profissão e a negociação relativa à avaliação de desempenho está ainda «longe» de estar arrumada.
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