Por: Redacção / AP | 14- 3- 2009 15: 55
Católicos «pró-vida» não querem aulas de educação sexual, obrigatórias, nas escolas portuguesas, disse à Lusa, o porta-voz
do movimento Portugal Pró-Vida.
«A obrigatoriedade dos alunos frequentarem as aulas de educação sexual é anti-democrática
e muito perigosa para a sociedade portuguesa», referiu Luís Botelho Ribeiro, presidente do movimento Portugal Pró-Vida (PPV).
A
I Convenção Portugal Pró-Vida iniciou-se, esta manhã, em Guimarães, com o tema «Valorizando a vida, superamos a crise».
Contra
o aborto, o movimento assume uma nova «luta» contra a existência de aulas de educação sexual nas escolas e contra a obrigatoriedade
da sua frequência.
«Enquanto pais, o Estado está-nos a tirar o direito de decidir sobre a educação que queremos dar
aos nossos filhos e isso é claramente anti-constitucional», salientou o presidente do PPV.
«As ideias e os ensinamentos
que vão ser transmitidos aos estudantes vão fazer com que, daqui a poucos anos, tenhamos uma geração de portugueses para quem
nada é proibido nem moral, nem eticamente», frisou Luís Botelho Ribeiro.
As conclusões da convenção, que termina
esta tarde com uma missa, serão entregues à Conferência Episcopal Portuguesa.
«Nos manuais de educação sexual que
já tivemos oportunidade de ver só se fala de sexo. Não há uma única referência ao amor, ao casamento e aos filhos», referiu
a mesma fonte.
Detentor de um «projecto político» que tem a família como base do Estado e da sociedade, o movimento
Portugal Pró-Vida é a mesma organização que, no dia 25 de cada mês, faz vigílias contra o aborto em frente a alguns hospitais
e clínicas privadas.
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