A Unidade Nacional de Combate à Corrupção da Polícia Judiciária (PJ) anunciou, esta quarta-feira, o fim de uma investigação de tráfico de esteroides anabolizantes, colocando fim a seis redes. De acordo com comunicado emitido pela PJ, foi remetida para o Ministério Público uma proposta de acusação por corrução de substâncias medicinais e tráfico de substâncias proibidas.

A investigação decorria desde 2012 e estendeu-se a todo o país. Foram realizadas 34 buscas e constituídos 20 arguidos, pondo fim à atividade de seis redes de “fabrico e comercialização de esteroides anabolizantes, retirando-se do circuito instrumentos, maquinaria e medicamentos”.

“Além de 750.000 comprimidos (tabs) e de 50.000 ampolas (injectabel), prontos a entrar no mercado, foram apreendidas, para além do mais, máquinas de produção de comprimidos, de etiquetar e de embalar”, especifica o comunicado da PJ.

 

“Foi ainda apreendida matéria-prima para produção dos medicamentos, testosterona, óleos e excipientes, além de frascos de vidro e plástico, cartonagens, bulas, hologramas, fórmulas de fabricação. A isto acrescem medicamentos contrafeitos adquiridos em mercado paralelo”.

Ainda de acordo com a Polícia Judiciária, as redes em causa tinham “estreitas ligações em Espanha”. A investigação foi desenvolvida em articulação e cooperação com as autoridades espanholas, através da Guardia Civil. Para além das autoridades espanholas, a investigação contou ainda com a colaboração do INFARMED e da ADOP.

Na sequência da cooperação com as autoridades espanholas, foi desencadeada no país vizinho a operação Escudo, no âmbito da qual foram efetuadas 55 detenções