Ao contrário do que os economistas antecipavam, a Reserva Federal dos EUA decidiu esta quarta-feira manter em 85 mil milhões de dólares mensais o seu progrma de compra de ativos.

O mercado antecipava um corte entre 5 e 15 mil milhões de dólares na compra mensal de obrigações do Tesouro e títulos hipotecários, mas o Comité de Operações no Mercado Aberto (FOMC, na sigla do inglês) surpreendeu e decidiu manter tudo como estava.

A Fed explica que é necessário avaliar melhor os sinais de recuperação dados pela economia, aguardando «novas evidências de que a melhoria é sustentada, antes de ajustar o ritmo de compras».



Os dados mais recentes sugerem que «a atividade económica tem vindo a acelerar a um ritmo moderado». No que toca ao mercado de trabalho, apesar da melhoria nos últimos meses, «a taxa de desemprego continua elevada».

Outros sinais, como a subida das taxas de juro do crédito à habitação e o facto de «a política orçamental estar a restringir o crescimento económico», reforçaram a atitude de prudência do banco central.

«O comité irá monitorizar de perto a informação sobre os desenvolvimentos na frente económica e financeira e continuará com a compra de ativos (...) até que as perspetivas para o mercado de trabalho tenham melhorado substancialmente, num contexto de estabilidade de preços», diz a Fed.

No final da reunião de dois dias, a Fed manteve também a taxa de juro de referência inalterada entre 0% e 0,25%, e reafirmou o compromisso de manter as taxas baixas por um longo período de tempo, pelo menos enquanto a taxa de desemprego se mantiver acima de 6,5% e a inflação abaixo de 2,5%, nos próximos dois anos.