A nova presidente da Reserva Federal (Fed) norte-americana, Janet Yellen, defendeu esta terça-feira «a continuidade» da política de estímulos à economia dos Estados Unidos, considerando que a recuperação do mercado de trabalho continua «incompleta».

«Espero em grande parte a continuidade na abordagem da política monetária», afirmou Yellen num comité do Congresso norte-americano, durante a sua primeira declaração nesta instância na qualidade de presidente da Fed.

A nova presidente da Reserva Federal, formalmente conduzida a 03 de fevereiro, disse que a Fed vai «provavelmente continuar a reduzir as suas compras de ativos gradualmente».

A instituição começou em janeiro a reduzir as injeções de liquidez no mercado financeiro, de 65 mil milhões de dólares por mês, argumentando a decisão com a melhoria relativa da economia norte-americana.

Uma política monetária «altamente acomodatícia», ou seja, de juros baixos, por parte da Fed - incluindo a manutenção das taxas de juro próximas de zero - vai continuar a ser apropriada «mesmo depois» do recuo da taxa de desemprego para os 6,5%, alertou Janet Yellen. A taxa de desemprego nos Estados Unidos desceu para os 6,6% em janeiro.

«A recuperação do mercado de trabalho está longe de estar completa», acrescentou, estimando uma progressão da atividade económica e do emprego a «um ritmo moderado» este ano e no próximo.

Janet Yellen, a primeira mulher a liderar a Fed, disse ainda que o banco central «está a observar atentamente» a volatilidade dos mercados financeiros mundiais, numa altura em que as moedas de vários países emergentes assistiram recentemente a correções severas.

A sucessora de Ben Bernanke afirmou, no entanto, que, «nesta fase», esta volatilidade «não coloca riscos substanciais às perspetivas económicas norte-americanas».