A Amnistia Internacional acusou hoje as milícias da República Centro-Africana de matar, mutilar e raptar na mais recente onda de violência no país, apelando para o envio de mais soldados da paz para travar o massacre.

Dezenas de civis foram mortos e milhares de outros deslocados nos mais recentes ataques, disse a organização de defesa dos direitos humanos num novo relatório, indicando que uma série de milícias armadas «continua a disfrutar de impunidade».

Num ataque perpetrado perto de Bambari, a 08 de outubro, a milícia anti-balaka [vigilantes cristãos] parou uma viatura em que seguiam 24 pessoas. «Deixaram todos os cristãos irem embora. Todos os homens muçulmanos que apanharam foram mortos. Eles despiram os cadáveres como forma de humilhação e cortaram-nos aos bocados, cortando-lhes as mãos e os pés», contou um sobrevivente à Amnistia Internacional.