A economia da zona euro cresceu pelo sétimo mês consecutivo em janeiro e ao ritmo mais acelerado desde junho de 2011, anunciou esta quarta-feira a empresa de serviços de informação financeira Markit.

O PMI (Purchasing Managers Index) composto da zona euro atingiu 52,9 pontos em janeiro, o valor mais alto desde junho de 2011 e acima dos 50 pontos pelo sétimo mês consecutivo, segundo a Markit.

No entanto, a Markit sublinha que o PMI em janeiro ficou abaixo da estimativa rápida de 53,2.

O PMI composto da zona euro foi de 52,1 em dezembro.

Um índice PMI inferior a 50 pontos significa contração, enquanto um superior indica expansão da atividade.

O setor industrial liderou a recuperação, já que o acréscimo tanto das novas encomendas como o das exportações levou a um aumento máximo da produção em quase três anos, adianta a Markit.

No setor dos serviços a atividade também aumentou em dezembro, se bem que a um ritmo inferior ao registado nos meses precedentes, mas o aumento dos pedidos continuou a ser modesto porque a procura nos mercados domésticos da zona euro ainda é fraca.

A Irlanda liderou os aumentos da produção em todos os setores em janeiro, com as taxas de crescimento a atingirem máximos dos últimos sete anos.

As economias da Alemanha e de Espanha também se expandiram com as taxas de crescimento da produção a atingir máximos respetivamente desde junho de 2011 e julho de 2007, adianta a Markit.

Apesar do crescimento da atividade, o emprego da zona euro em janeiro manteve-se inalterado pelo segundo mês consecutivo.

O economista chefe da Markit, Chris Williamson, sublinha no comunicado que o indicador PMI dá sinais de que a estimativa de crescimento da economia de 1% começa a ser «um pouco conservadora» e deve ser revista em alta.