Os europeus estavam mais otimista em relação ao crescimento da economia no final de 2017, os portugueses também, mas nem tanto. Diz o Instituto Superior de Economia e Gestão que: “Em Portugal o comportamento dos indicadores de confiança foi mais variado, com ligeiros decréscimos ou estagnação no final do ano, mas perto dos valores máximos de 2017.”

Mesmo assim, segundo o ISEG – na Síntese de Conjuntura de dezembro - a economia portuguesa deve ter crescido 2,7% no ano passado, só comparável com a previsão do Conselho das Finanças Públicas, liderado por Teodora Cardoso, já que a do Governo é de 2,6%.

O indicador de tendência global (IZ), resultante da combinação da informação contida nos indicadores setoriais, decresceu um pouco nos últimos dois meses – novembro e dezembro.

Esta descida foi sobretudo determinada por uma desaceleração do crescimento dos indicadores relativos à produção industrial e ao volume de negócios nos serviços. No caso do consumo de cimento e do comércio a retalho essa desaceleração inverteu ligeiramente no final do período analisado”, refere o ISEG.

Assim, depois da desaceleração do crescimento homólogo do Produto Interno Bruto (PIB) de 3%, no segundo trimestre, para 2,5% no terceiro trimestre não há indicações de uma recuperação do crescimento no último trimestre, mas, apesar da descida do indicador de tendência IZ, também não se estima que o crescimento homólogo do PIB tenha desacelerado mais.

De facto, deve relembrar-se que a desaceleração do crescimento do PIB no trimestre se ficou sobretudo a dever ao contributo razoavelmente negativo da Procura Externa Líquida (PEL, com -0,9) num trimestre em que o crescimento da Procura Interna (PI) acelerou bastante (para 3,4%).

No quarto trimestre a informação parcial disponível aponta menos crescimento da Procura Interna, mas também para um contributo menos negativo da PEL (sobretudo devido a um crescimento homólogo da exportação de bens e serviços superior ao verificado no terceiro trimestre). Assim, afigura-se provável que a conjunção destes dois movimentos mantenha o crescimento global ao mesmo nível do trimestre anterior", diz a síntese.

Em síntese, com a informação atualmente disponível para o quarto trimestre (incompleta em relação a dezembro) estima-se que o crescimento homólogo do PIB tenha sido de 2,5% no quarto trimestre de 2017 e que o crescimento em relação ao trimestre anterior tenha sido de 0,8%.

Para a totalidade do ano de 2017 o crescimento do PIB terá sido de 2,7%.