O Presidente da República destaca os sinais «muito positivos» que saem das reuniões que estão a decorrer entre PSD, PS e CDS-PP com vista ao compromisso de «salvação nacional», apontando mesmo o «significado histórico» de alguns desses sinais.

Enquanto ainda decorria em Lisboa a terceira reunião entre PSD, PS e CDS-PP e numa conversa informal com os jornalistas ao início da madrugada a bordo da fragata Vasco da Gama, que transporta a comitiva presidencial do Funchal para as Ilhas Selvagens, a crise política acabou por ser um dos temas abordados, embora com algumas reservas por parte do chefe de Estado, que disse que não queria especular.

Chegando mesmo a recordar uma regra antiga das negociações que diz que «nada está acordado enquanto tudo não estiver acordado», o chefe de Estado não deixou de falar das mudanças e «sinais muito positivos» que saem das reuniões interpartidárias, alguns até com um «significado histórico».

Além desses «sinais muito positivos», o Presidente da República, que começou a conversa com os jornalistas falando sobre os propósitos da sua visita às Ilhas Selvagens, destacou igualmente o facto de reuniões entre os PSD, PS e CDS-PP ser uma coisa que há muito tempo que não acontecia, bem como a descrição como as negociações estão a ser feitas.

Como prova dessa «descrição» que tem sido «notável», o chefe de Estado confidenciou que a primeira reunião não contou apenas com a presença de três pessoas. Contudo, Cavaco Silva não deixou qualquer pista sobre quem terão sido os participantes no encontro.

A rapidez com que se chegou ao entendimento sobre o nome do próximo provedor de Justiça e a forma como estão a correr «muito bem» as negociações entre o Governo e a Associação Nacional de Municípios Portugueses sobre as comunidades intermunicipais e a lei finanças locais foram igualmente destacadas pelo Presidente da República, que neste último caso chegou mesmo a adiantar que se poderá estar muito perto do «acordo total».

«Sentido de responsabilidade» das forças políticas foi outra das expressões utilizada pelo Cavaco Silva, que fez igualmente questão de reforçar que o chefe de Estado não é parte das negociações: «as negociações são entre os partidos».