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O primeiro-ministro português, José Sócrates, considera que o banco de investimento, resultado da parceria entre a Caixa Geral de Depósitos (CGD) e a Sonangol, que vai ter sede em Luanda, «vem apoiar e proteger grandes projectos», bem como, «potenciar parcerias».

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Segundo o primeiro-ministro, este banco vai ainda financiar «a modernização infra-estrutural de Angola». Por isso, constitui um passo da «maior importância na relação económica entre os dois países».

Para Sócrates, este banco luso-angolano de investimento sinaliza também «a excelência e a maturidade das relações económicas entre Portugal e Angola», disse, em São Bento, por altura da assinatura dos acordos entre os dois países nos domínios da economia e educação.

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O primeiro-ministro foi mais à frente e sublinhou que «este é um sinal que representa a confiança que existe entre as duas economias, entre as instituições e entre as empresas portuguesas e angolanas».

Depois de assinados os acordos bilaterais - duas linhas de crédito no valor global de 1.500 milhões de euros, a criação conjunta de um novo banco de investimentos e um memorando na área da educação -, Sócrates mostrou-se ainda satisfeito por comandar um Governo que soube «compreender o potencial da economia angolana» e destacou «o clima de confiança existente entre as economias de ambos os países».

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Relativamente à linha de crédito de apoio às exportações nacionais, Sócrates disse que «passou agora a ser de mil milhões de euros», quando há dois anos e meio ainda era apenas de 100 milhões. «É para mim uma honra presidir a um Governo que soube compreender o potencial de crescimento e de modernização da economia angolana, e que nunca deixou de confiar nos benefícios mútuos que ambos os países teriam com o aprofundamento das relações económicas», sublinhou.

Em relação à nova linha de crédito de 500 milhões de euros, que tem como meta financiar investimentos públicos em infra-estruturas que envolvam empresas portuguesas no mercado angolano, Sócrates revelou: «a relação económica entre os dois países sofreu evoluções muito significativas ao longo destes anos. Mas também é importante dizer que quanto mais fazemos mais consciência temos do que ainda falta fazer».

Quanto ao futuro, Sócrates garantiu que o desejo do Estado Português passa por «estar à altura de uma história comum que contribua para um processo que solidifique a amizade entre povos irmãos».

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Já o presidente angolano, José Eduardo dos Santos, revelou na sua primeira visita à residência oficial do primeiro-ministro português, que «os resultados obtidos nesta visita de Estado a Portugal superaram as suas expectativas iniciais» e solicitou ainda ao primeiro-ministro português que «continue a trabalhar no sentido de aproximar» cada vez mais os dois países.

O chefe de Estado Angolano revelou ainda que os acordos assinados esta quarta-feira vão permitir «ampliar a cooperação bilateral», sendo, por isso, um sinal de confiança no Governo de Angola».

Quanto ao novo banco de investimento, José Eduardo dos Santos, avançou que «estamos a construir com firmeza e com um sentido de grande responsabilidade uma parceria estratégica, baseada na igualdade, no respeito mútuo e numa cooperação com vantagens recíprocas».