O Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social (FEFSS) tinha investido 20 por cento da carteira em acções e metade do capital em dívida pública portuguesa, até Junho passado, segundo o Tribunal de Contas.

O relatório de acompanhamento da execução do orçamento da Segurança Social, hoje divulgado pelo Tribunal de Contas e que pela primeira vez inclui informação relativa ao FEFSS, mostra que este fundo totalizava 7.952 milhões de euros, dos quais 1.578 milhões de euros estavam em acções, a 30 de Junho de 2008, escreve a Lusa.

No final de 2007, a percentagem investida em acções era de 21 por cento.

No máximo, a lei só permite um investimento de 25 por cento em acções, e o ministro do Trabalho e da Solidariedade Social tem dito que esse investimento ronda os 21 por cento.

Além disso, 50 por cento da carteira estava, em Junho, aplicada em dívida pública portuguesa e 17 por cento em dívida pública estrangeira.

A dívida de empresas absorvia apenas 2,5 por cento do investimento total e a exposição ao sector imobiliário representava 3,1 por cento.

Em instrumentos de maior liquidez estava investido 4,6 por cento da carteira.

Recorde-se que em entrevista à agência Lusa, a 9 de Janeiro, o presidente do Instituto de Gestão de Fundos de Capitalização da Segurança Social, que gere o FEFSS, disse que os dados provisórios do conjunto de 2008 apontam para valor total desse fundo de 8.350 milhões de euros.

De acordo com os dados do Tribunal de Contas, em meados de 2008, o FEFSS tinha desvalorizado 4,37 por cento.