Os bancos Caisse d'Epargne e Banque Populaire oficializaram esta quinta-feira a sua fusão para criar a segunda maior entidade bancária de França por capitalização, na qual o Estado francês prevê injectar cinco mil milhões de euros que lhe darão direito a uma participação de vinte por cento.

A fusão, que deverá ser formalizada antes do fim deste semestre, surge no meio de fortes incertezas sobre o sector bancário em geral e das entidades particulares, após terem acumulado perdas de quase 2.500 milhões de euros no ano passado, avançou a Lusa.

O banco vai ser o segundo maior do país, em termos de depósitos, depois do Crédit Agricole. A fusão é um projecto do Governo do presidente Nicolas Sarkozy para melhor enfrentar a crise enconómica e financeira mundial.

A nomeação de François Pérol como provável novo chefe-executivo do novo grupo bancário tem suscitado alguma polémica política, uma vez que este é o actual conselheiro económico do Eliseu e um dos mais directos colaboradores de Nicolas Sarkozy.

A oposição acusa o Presidente francês de interferência nos assuntos do banco, ao colocar nos comandos uma pessoa próxima.