Os ministros ibero-americanos das Finanças defendem que o Fundo Monetário Internacional (FMI) «reveja e adapte os seus instrumentos de apoio financeiro» e emita recomendações para evitar crises semelhantes à actual.

Na declaração final da reunião desta segunda-feira, no Porto, os ministros «incentivam a comunidade internacional, em particular as instituições financeiras internacionais, a actuar com rapidez e diligência, contribuindo para a resolução da actual crise, bem como a avaliar as causas subjacentes e a retirar lições da crise financeira», refere a Lusa.

Os governantes ibero-americanos consideram que o FMI deve adoptar «instrumentos preventivos» e propiciar aos seus membros, num momento de falta de liquidez, um maior acesso aos apoios do fundo, com menores custos financeiros e condições flexíveis.

Crise global exige medidas globais

«Diante de uma crise global, devem ser adoptadas medidas globais e coordenadas», defenderam os ministros, destacando «o esforço do G-20 e o acordo alcançado na recente cimeira de Novembro de 2008».

Os ministros «incentivam a adopção de políticas orçamentais e monetárias anti-cíclicas» e «reconhecem que a expansão e diversificação dos fluxos comerciais, financeiros e de investimento entre os vários países são essenciais para restabelecer a confiança dos agentes económicos».

Apoiam ainda a regulamentação de «uma adequada monitorização dos mercados até ao momento não regulamentados e a introdução de requisitos obrigatórios de divulgação de informação por parte das instituições financeiras», lê-se no documento.

Os ministros ibero-americanos «apoiam o reforço da regulação e supervisão financeiras» e «reconhecem que, na actual crise financeira, alguns países de mercados emergentes são dos poucos factores de crescimento da economia global».