O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, disse esta quarta-feira que Bruxelas está disponível para ajudar os Estados-membros interessados em aderir à Zona Euro, mas advertiu que «não haverá flexibilização dos critérios» de adesão.

José Manuel Durão Barroso comentava, numa conferência de imprensa em Bruxelas, o desejo manifestado por alguns países de Leste, como Polónia e Hungria, de se acelerar a sua integração na Zona Euro, de forma a melhor proteger as suas economias no quadro da actual crise financeira e económica, avança a Lusa.

«Estamos dispostos a ajudar, mas é óbvio e deve ficar bem claro que não haverá flexibilização dos critérios, porque isso pode afectar a credibilidade do euro», afirmou Durão Barroso, que fez questão de lembrar aos «novos» Estados-membros que a porta de acesso ao espaço monetário único nunca lhes esteve fechada.

O presidente do executivo comunitário lembrou que quatro dos Estados-membros que aderiram à União Europeia em 2004 já entraram na Zona Euro - Chipre, Malta, Eslováquia e Eslovénia - para apontar que «se os outros não entraram não foi porque as portas estivessem fechadas», mas «ou porque não estavam assim tão interessados, ou porque não fizeram o necessário para aderir».

Durão Barroso acrescentou que fica «satisfeito que agora já haja a percepção» de que é necessário um esforço maior para aderir à Zona Euro, que se confirmou como «um factor de protecção muito importante» na actual crise.

Domingo, por ocasião da cimeira informal de líderes europeus realizada em Bruxelas - e antecedida de uma mini-cimeira de dirigentes dos países de Leste, que pediram um medidas específicas para a região, sustentando que não pode haver uma nova «cortina de ferro» na Europa -, também o ministro das Finanças português já havia defendido a necessidade de se respeitar os critérios de adesão.

«O Tratado é claro quanto aos requisitos que devem ser preenchidos e procedimentos que devem ser adoptados, o Tratado está em vigor, o Tratado deve ser respeitado, e devem ser essas as regras a servir como referência», afirmou então Fernando Teixeira dos Santos.