O Governo voltou a alterar as regras para calcular a rentabilidade dos certificados de aforro, mas estes títulos «continuam pouco interessantes quando comparados com os melhores depósitos a prazo», diz a Proteste Poupança em comunicado enviado pela Deco (www.deco.proteste.pt).

Com esta medida, «o executivo pretende evitar a fuga crescente dos aforradores e assegurar o financiamento do Estado. Mas não convence. Quem aplicar as suas poupanças na série C, em Março, beneficia de uma taxa líquida de 1,5 por cento em vez dos 1,1% da anterior fórmula. A remuneração não anda longe da média dos depósitos a prazo (1,6%, em Fevereiro), mas fica muito aquém dos melhores, que atingem 3,5% a um ano, alerta.

Além disso, «não abrange os investidores das séries A e B, que são a esmagadora maioria. Estes viram as suas poupanças prejudicadas durante mais de um ano e continuam, pois a fórmula não foi reposta. Em Março, a taxa de base líquida para renovações da série B traduziu-se nuns ínfimos 0,9% líquidos».

A alteração introduzida em Janeiro de 2008 foi «muito prejudicial» para os pequenos aforradores, mas também para o Estado: este perdeu 853 milhões de euros em certificados de aforro durante o ano passado.

Agora, o Ministério das Finanças quer corrigir o erro e compromete-se a manter as condições de remuneração da série C durante 10 anos.

«Uma medida positiva, mas pouco significativa, tendo em conta a fraca rentabilidade da aplicação e o número de aforradores a que se destina», conclui a Proteste Poupança.