A maioria dos portugueses (63 por cento) espera que os bancos forneçam soluções para ajudar na gestão da sua situação financeira individual, resultado desta crise financeira. E oito em cada 10 consumidores acreditam que vão ter de cortar nas despesas nos próximos 12 meses.

Estas são as principais conclusões do estudo realizado pela TNS que avalia «o impacto da crise financeira nas atitudes dos consumidores portugueses».

Dicas para fugir do buraco das dívidas

Certificados de aforro mais rentáveis

Aliás, a redução das despesas é vista como a primeira medida de prevenção que os consumidores utilizarão, mas a poupança será também afectada pelo contexto económico que se vive.

Cerca de 55% dos portugueses considera que não será possível poupar nos próximos 12 meses, muito embora Portugal se apresente como um dos países menos afectados por esta tendência quando comparados com os restantes países em que o estudo é realizado. Itália, países Bálticos, França e Espanha mostram-se mais pessimistas.

PPR do Estado rendem mais que depósitos

Aprenda a fazer um «fundo de emergência» para enfrentar crises

Dever de informar

O mesmo estudo salienta ainda que os bancos deverão ter papel bastante activo em momentos de crise, «tanto ao nível da oferta de produtos adequados ao contexto que se vive, como ao nível da informação fornecida aos consumidores».

67% dos portugueses têm fortes expectativas face ao papel dos bancos na divulgação de informação que permita compreender a crise financeira actual e as suas implicações. Uma necessidade que também é partilhada com os restantes países que participaram neste estudo, com a excepção da Argentina.

«Para além da informação geral sobre a situação económica actual, os portugueses pedem ainda uma maior facilidade na gestão do dinheiro e novos produtos que permitam conjugar o baixo risco com alguma rentabilidade», conclui.

O estudo foi realizado em Janeiro em Portugal, Espanha, Itália, Reino Unido, Alemanha, França, Países Bálticos, Estados Unidos, México, Argentina e Austrália.