A Câmara de Lisboa conseguiu o ano passado uma receita de 3,6 milhões de euros com o envio de mais de 61.000 toneladas de resíduos para reciclagem, divulgou a autarquia este sábado, noticia a Lusa.

Segundo dados do município, 61.247 toneladas (18 por cento) de resíduos foram separadas pelos lisboetas para poderem seguir para reciclagem e os munícipes mais ecológicos são os de Telheiras, Restelo e Olivais.

Moradores das avenidas novas são os menos participam

Em contrapartida, se acordo com o director do Departamento Municipal de Ambiente Urbano, Ângelo Mesquita, os que menos participam são os moradores das Avenidas Novas.

Com o alargamento da recolha selectiva a quatro novas áreas (Envolvente ao estádio da Luz/Quinta dos Inglesinhos, Paço do Lumiar/Envolvente a Alvalade, freguesia de Nossa Senhora de Fátima e Quinta do Lambert), a Câmara Municipal de Lisboa pretende chegar ao final deste ano com uma taxa de 22 por cento de resíduos separados para reciclagem.

Energia poupada é suficiente para iluminar cidade durante 26 dias

Os dados da autarquia indicam que em Lisboa foram separadas o ano passado 23.230 toneladas de papel, 12.153 toneladas de vidro, 6,262 toneladas de embalagens, 19 toneladas de matéria orgânica proveniente da indústria de restauração e similares, 27 toneladas de pilhas e acumuladores e 334 toneladas de resíduos de equipamentos eléctricos e electrónicos.

Caso não houvesse reciclagem de resíduos, a autarquia teria pago pelo tratamento e destino final mais de 8,3 milhões de euros.

Com a receita de 3,6 milhões conseguida, a que acresce uma economia superior a 1,5 milhões, a factura do tratamento de resíduos foi reduzida para cerca de 3,2 milhões de euros.

Em declarações à Lusa e a título de exemplo, Ângelo Mesquita disse que na recuperação de materiais ferrosos e não ferrosos a energia poupada seria suficiente para alimentar a iluminação pública da cidade de Lisboa durante 26 dias.