O ministro do Trabalho afirmou este sábadonque a manifestação da CGTP é o «resultado da vida democrática», mas defendeu a mobilização da sociedade para combater a crise, que é «internacional» e não resultado do «mau comportamento» de alguns agentes.

Carvalho da Silva: «A crise não é nenhum vírus»

A manifestação de sexta-feira reuniu mais de 200 mil trabalhadores, segundo o secretário-geral da CGTP, Carvalho da Silva, que afirmou que a actual crise não é resultado da acção de um vírus mas sim a expressão das práticas patronais e políticas seguidas nos últimos anos, avançou a Lusa.

O ministro do Trabalho e da Solidariedade Social, Vieira da Silva, escusou-se hoje a comentar o número de participantes na manifestação, afirmando apenas que «não foi surpresa nenhuma».

«Temos que encarar com naturalidade aquilo que é um resultado normal da vida democrática. O direito à manifestação é algo que faz parte do nosso quotidiano e não nos deve surpreender», afirmou Vieira da Silva, à margem da apresentação da Estratégia Nacional para a Integração das Pessoas Sem-Abrigo.

Não se pode deixar passar a «ilusão de que essa crise é resultado do mau comportamento de meia dúzia de agentes que, se se portassem bem, nada disto estava a acontecer. Isso não é verdade», frisou.

Esta situação deve fazer reflectir e olhar para as respostas, que passam por «investir mais, trabalhar junto e com as empresas para garantir o emprego», adiantou.

«Eu sei que independentemente de estarem ou não nas manifestações, a grande maioria do trabalhadores tem tido uma actuação de trabalho conjunto com as empresas para defender os seus postos de trabalho», acrescentou.