Por: Cláudia Lima da Costa | 27- 9- 2010 20: 54
André Boto foi eleito esta quarta-feira, na Alemanha, Fotógrafo
Europeu do Ano, pela FEP (Federação Europeia de Fotógrafos). O jovem de 25 anos é o primeiro português a conseguir a distinção.
«É
uma grande honra estar no top dos fotógrafos europeus. Um enorme prazer. Além disso, consegui trazer o nome de Portugal cá
fora. Não só do país, como da AFP e dos fotógrafos portugueses», declarou ao tvi24.pt André Boto, ainda na Alemanha,
onde acompanha a feira de imagem Photokina, local onde foram anunciados os vencedores e entregues os prémios.
O
fotógrafo português, com formação da escola de fotografia Oficina
de Imagem, ganhou já 68 concursos em Portugal e recentemente foi nomeado pela Sociedade Portuguesa de Autores na categoria
de Melhor Trabalho de Fotografia, tendo perdido o galardão para o fotógrafo Eduardo Gajeiro.
Nascido em Lagos, André
Boto já obteve os certificados de «Qualified European Photographer» nas categorias de Retrato e Ilustração, assim como o título
de Master, sendo também o primeiro português a obter esta distinção.
Na segunda edição do concurso anual de Melhor
Fotógrafo Europeu, (FEP of the Year) André Boto, concorreu contra 700 fotógrafos europeus que enviaram cerca de duas mil fotografias,
em seis categorias. Boto foi o primeiro classificado em duas das categorias, Comercial e Ilustração, e ainda o terceiro classificado
na categoria de Retrato. No total, o fotógrafo português arrecadou cinco medalhas de ouro, três de prata e uma de bronze.
A imagem que lhe valeu o primeiro lugar na categoria de Ilustração valeu-lhe também o prémio de Fotógrafo Europeu do Ano.
Clique
para ver algumas imagens
O jovem português
tem como principal área de trabalho a fotografia conceptual, onde gosta de romper com os cânones da fotografia tradicional.
Licenciado em Artes Decorativas, pela Escola Superior de Educação de Beja, André Boto possui um talento criativo que usa para
dar vida a um mundo à parte, visível na exposição «Surrealismo», que correu já várias salas no país, e que retrata vários
«mundos em ilhas».
«As minhas principais influências para o trabalho das Ilhas remontam ao meu interesse, desde sempre,
pelo surrealismo. O meu autor favorito é M.C. Escher, que tem um trabalho muito ligado ao sonho e ao imaginário», explicou.
Sobre o trabalho, conta ainda que foi um projecto que começou «há um ano e meio» e que de início o objectivo era
de apenas uma imagem, mas «o desafio do professor Carlos Marques» levou-o a produzir mais imagens e a compor uma exposição.
«Acabei por chegar às 20 ilhas», relata.
O fotógrafo português confessou ainda ao tvi24.pt que não faz a
«mínima ideia» como nasceu o gosto pela fotografia, mas lembra que tudo começou quando pediu no aniversário dos seus 18 anos
uma máquina fotográfica e recebeu uma de 2 megapixéis.
André Boto possui ainda um vasto conjunto de retratos e vários
trabalhos também na área de publicidade. Veja aqui o trabalho
do autor.
Notícia originalmente publicada a 23 de Setembro de 2010
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