A secretária de Estado da Indústria, Ana Teresa Lehmann, desvalorizou hoje o “jantarinho” de convidados da cimeira de tecnologia e empreendedorismo Web Summit no Panteão Nacional, lembrando que nenhum membro do Governo esteve presente.

“Houve um jantarinho organizado por terceiros e no qual não esteve presente nenhum membro do atual Governo. Eu não estive presente, não esteve presente nem o senhor ministro [da Economia] nem o senhor primeiro-ministro [António Costa]”, afirmou Ana Teresa Lehmann em declarações à agência Lusa.

A responsável recusou também qualquer associação do executivo à iniciativa: “Não temos nada a ver com isso”.

Já questionada sobre uma eventual imagem negativa do evento, a governante disse que “mau era se o foco fosse num jantar organizado por terceiros”.

“Temos é de destacar o sucesso” e de “puxar o país para cima”, vincou a secretária de Estado.

A polémica surgiu após a divulgação de informações nas redes sociais acerca da realização de um jantar exclusivo com convidados da Web Summit na nave central do Panteão Nacional, em Lisboa, em que participaram presidentes executivos, fundadores de empresas e ‘startups’, investidores de alto nível, entre outras personalidades.

O jantar em questão chama-se ‘Founders Summit’ e ocorreu em 10 de novembro, dia seguinte ao encerramento da cimeira tecnológica.

A Web Summit decorreu entre 06 e 09 de novembro na zona do Parque das Nações.

Segundo a organização, nesta segunda edição do evento em Portugal participaram 59.115 pessoas de 170 países.

Fazendo um balanço à Lusa, Ana Teresa Lehmann frisou que não se verificaram problemas na organização da cimeira.

“Como responsável pelo grupo de trabalho [que coordenou o evento], estive particularmente atenta e não tive nenhum telefonema em pânico. Correu tudo excecionalmente bem com o apoio de todos os ministérios e serviços, incluindo Câmara de Lisboa e Turismo de Lisboa”, em áreas como a segurança, a logística e os transportes, vincou.

A situação deste ano foi diferente da do ano passado, em que se verificaram problemas nos acessos (rodoviários e por transportes públicos) ao Parque das Nações, bem como dificuldades nas entradas e na cobertura da rede móvel, por exemplo.

“As reuniões a que presidi da ‘task force’ [grupo de trabalho] foram muito cuidadosas em evitar problemas ao nível do transporte e da segurança, que é fundamental para a boa experiência”, justificou Ana Teresa Lehmann.