Hoje, em conferência de imprensa no Porto, o vice-presidente da bancada parlamentar do PS João Paulo Correia considerou que esta é "uma enorme derrota para o Governo" e assegurou que o partido tem "informação segura" de que esta retirada do pedido de fiscalização prévia "é uma manobra tática do Governo (PSD/CDS) para fugir a um eventual chumbo do Tribunal de Contas".



O deputado socialista explicou que "esta retirada não tem a ver com a opção do Governo de arrecadar mais pressão junto do consórcio espanhol para negociar o contrato espanhol mas tem a ver com o receio e com a perceção geral de que este contrato resultaria num chumbo do Tribunal de Contas".



"Estas trapalhadas contrastam com o rigor, transparência e competência na defesa do interesse público que marcaram as duas anteriores subconcessões da Metro do Porto", considerou.



"O PS lamenta profundamente que a bonita história da Metro do Porto, na melhoria da mobilidade e qualidade de vida dos cidadãos, esteja a ser manchada pela incompetência e pela fúria privatizadora deste Governo", reiterou.



"A subconcessão da ViaPorto, que expirou a sua operação a 31 de dezembro, já viu essa subconcessão prorrogada por duas vezes e está a caminho de uma terceira", disse ainda, alertando para os gastos inerentes e ausência de poupança com estas prorrogações.