A assinatura de um memorando de entendimento para a abertura de um centro de negócios de empresas portuguesas é um dos pontos altos da visita de dois dias ao México do primeiro-ministro, que se inicia quarta-feira.

A deslocação de Pedro Passos Coelho insere-se num esforço bilateral iniciado em junho com a visita do ex-chefe da diplomacia Paulo Portas e centrado na intensificação das relações entre os dois países, em particular nos domínios político e económico.

Eses esforço deverá prosseguir em 2014, quando se celebram os 150 anos das relações diplomáticas entre os dois países.

Neste âmbito, durante a curta estadia de Passos Coelho sobressai a abertura de um centro de negócios de empresas portuguesas que envolve a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), a Ecochoice, uma empresa de engenharia e consultoria em construção sustentável, e o Banco Espírito Santo Investimento (BESI), a entidade patrocinadora.

A visita oficial do primeiro-ministro inicia-se com a habitual componente institucional e uma reunião com o Presidente dos Estados Unidos Mexicanos, Enrique Peña Nieto, no dia 16, estando prevista uma conferência de imprensa conjunta.

Na quarta-feira, Passos Coelho participa ainda num encontro com grupos económicos mexicanos que podem mostrar interesse em investir em Portugal e encerra um seminário empresarial, antes de participar numa receção na embaixada à comunidade portuguesa.

Para além disso, Passo Coelho estará presente numa cerimónia na qual receberá a chave da Cidade do México.

Para o segundo dia, o primeiro-ministro deverá deslocar-se com a comitiva, que inclui, entre outros responsáveis, o chefe da diplomacia, Rui Machete, à cidade de Toluca, capital do estado do México, onde assiste à entrega do título de concessão de uma autoestrada à empresa portuguesa Mota-Engil, responsável pela obra.

O primeiro-ministro desloca-se de seguida ao Panamá, acompanhado por Rui Machete, para participar entre 18 e 19 de outubro na XXIII Cimeira Ibero-americana, juntamente com o Presidente Cavaco Silva, escreve a Lusa.