O líder da bancada parlamentar socialista admitiu esta quinta-feira ouvir, em sede de especialidade durante a discussão sobre as alterações à lei eleitoral, representantes dos órgãos de Comunicação Social, nomeadamente dos operadores de televisão.

«Normalmente, as leis quando são feitas têm uma panóplia muito alargada de audições. Naturalmente, vai-se ouvir um conjunto alargado de responsáveis nas áreas respetivas», disse Alberto Martins, no Parlamento, após reunião com os restantes deputados do PS, quando questionado sobre a tomada de posição de RTP, SIC e TVI.

As direções de informação daquelas televisões emitiram na véspera um comunicado conjunto a condenar aquilo que consideram ser uma ingerência do poder político na liberdade de informação daquelas empresas.

«As leis eleitorais, que são de grande delicadeza, há valores essenciais a assegurar - igualdade dos cidadãos perante a lei, igualdade daqueles que participam em atos públicos, liberdade de expressão e de informação. O que nós pretendemos é uma lei que garanta princípios essenciais do Estado de direito», afirmou.

PS e a maioria PSD/CDS-PP apresentaram propostas de alteração à legislação sobre eleições, com vista a ultrapassar os problemas de cobertura mediática verificados no último sufrágio autárquico e que serão debatidos sexta-feira em plenário, havendo um acordo tácito para que os documentos baixem à respetiva comissão para haver um diploma conjunto a tempo das eleições europeias de 25 de maio.