O dirigente do PS João Proença acusou este domingo o presidente do PSD e primeiro-ministro de protagonizar uma «gigantesca manobra eleitoral» durante o XXXV Congresso «laranja», com uma falsa tentativa de entendimento para com os socialistas.

«Foi uma gigantesca manobra, uma operação de campanha eleitoral. Grande parte do congresso, justamente por ser campanha eleitoral, foi montada para atacar o PS e o seu secretário-geral. Só se ataca quem incomoda e quem faz perguntas que incomodam», afirmou, à saída do Coliseu dos Recreios.

Para o membro do secretariado nacional «rosa», «quem quer fazer entendimentos não provoca divisões e ataques».

«Ao atacar o PS, o PSD e o primeiro-ministro estão a demonstrar, claramente, que propostas como as que fizeram hoje, de entendimento com o PS, não são realistas. São de pura manobra eleitoral», concluiu.

O dirigente socialista, apesar de acolher bem a intenção anunciada pelo líder do executivo da maioria PSD/CDS-PP de criar uma estrutura para a reforma da natalidade, manifestando que o PS «muito estima» a personalidade convidada para liderar esses trabalhos, Joaquim Azevedo, condenou de novo as políticas de austeridade.

«Uma reforma da natalidade, quando se convidam os jovens a emigrar, quando se provoca o empobrecimento dos portugueses, quando se aumenta o desemprego... estão aí as razões para o abaixamento da natalidade e da população ativa em Portugal», lastimou.

João Proença disse ainda que, «desde que o Governo é governo, a população ativa diminuiu em 180 mil pessoas».