O secretário-geral do PS, António José Seguro, destacou este sábado o «simbolismo importante» do acordo assinado entre o Partido Socialista e a Associação Renovação Comunista, considerando tratar-se do «início de uma caminhada».

A Associação Renovação Comunista, que junta ex-militantes do PCP, sindicalistas e outros setores da esquerda, assinou um acordo com o PS para manifestar apoio ao Partido Socialista nas eleições do dia 25 de maio.

«Além deste acordo, há um simbolismo importante, que é possível à esquerda haver pessoas que consideram que governar não é pecado, isto é, que para mudar a vida das pessoas não é só necessário fazer delas proclamações ou combater a direita é necessário meter mãos à obra», disse António José Seguro.

O secretário-geral do PS fez uma declaração conjunta com o presidente da Associação Renovação Comunista, num hotel de Lisboa, numa cerimónia em que também passou um vídeo de Carlos Brito, presidente do conselho nacional do movimento.

«Quanto mais trabalharmos, quanto mais fizermos o nosso dever, mais justa é sociedade e menos desigualdades existem na sociedade portuguesa», afirmou António José Seguro, destacando que será «um bom caminho».

Por sua vez, o presidente da Associação Renovação Comunista, Paulo Fidalgo, defendeu uma mudança da atual política, considerando que o acordo assinado com o PS «sinaliza uma saída para a grave crise em que o país se encontra», mas também significa «um ensaio para convergências com outras forças de esquerda».

«Para a Renovação está em causa romper com o bloqueio que há décadas assombra a esquerda e que a impede de encetar um diálogo com o PS. Nós queremos ajudar a dar caça aos fantasmas da esquerda que a remetem para a inoperância», considerou.

Referindo alguns acordos «exaltantes» assinados com socialistas, o presidente da Associação Renovação Comunista recordou «a história de um sapo que foi necessário engolir para votar em Mário Soares para impedir a direita de ganhar».

«Estamos aqui no sincero desejo e ir além de um mero sapo indigesto», frisou.

No vídeo, Carlos Brito referiu que o acordo significa «acabar com espécie de tabu que proíbe as forças políticas à esquerda do PS e o PS de negociar para chegar a entendimentos e alcançar compromissos».