O secretário-geral do PS fez esta sexta-feira um apelo veemente para que os portugueses expressem «um voto de indignação» contra um primeiro-ministro que «mente sistematicamente», advertindo que não basta protestar ou estar revoltado do Governo.

António José Seguro falava no tradicional almoço da Trindade, em Lisboa, que assinala o encerramento da campanha eleitoral do PS e que desta vez terminou com os apoiantes socialistas a cantarem os parabéns ao ensaísta Eduardo Lourenço, último efetivo da lista socialista que concorre ao Parlamento Europeu.

«Estamos a chegar ao fim desta campanha muito tranquilos, porque fizemos o que devia ser feito. Domingo é a oportunidade por que tantos milhões de portugueses esperaram, a oportunidade de acertar contas com este Governo e de expressar a sua indignação», disse o líder socialista.

Seguro avisou depois que «não basta estar contra, não basta estar revoltado quando se recebe o salário ou a pensão cortada e não basta protestar e estar indignado com um Governo que provocou o maior aumento de impostos de sempre».

«Este Governo merece ser censurado. Pedimos um voto de indignação contra o engano do primeiro-ministro. Não é aceitável continuarmos a ser governados por um primeiro-ministro que mente sistematicamente», acrescentou.

Apesar dos portugueses parecerem pouco motivados e o fantasma da abstenção ser um adversário, o «número um» do PS às europeias, Francisco Assis, disse que as eleições europeias de domingo vão ter «enormes reflexos» na vida política portuguesa, porque, acredita, os portugueses vão «dizer não a este modelo de governação».

«Creio que no próximo domingo os portugueses vão de uma forma clara, de uma forma que não deixará margem para qualquer dúvida interpretativa, dizer não a este modelo de governação que durante os últimos três anos conduziu o país a um verdadeiro empobrecimento. Este Governo falhou. Este Governo falhou», advogou Assis.

O candidato socialista falava no tradicional almoço da Trindade, em Lisboa, no último dia de campanha eleitoral para as eleições ao Parlamento Europeu.

Assis declarou que se «agudizaram as dificuldades das classes mais desfavorecidas» e «acentuaram-se as clivagens sociais», reiterando que o PS tem um projeto para a «transformação da sociedade» para potenciar o crescimento económico e a criação económica.

«Portugal não se resigna. Portugal é muito mais forte do que um qualquer governo extremista de direita, e a resposta vai ser dada já no próximo domingo de uma forma muito clara», frisou o candidato ao Parlamento Europeu perante centenas de socialistas, num relato da Lusa.