O Bloco de Esquerda criticou o «perdão das multas» aplicado aos banqueiros nacionais e as prescrições dos casos judiciais BCP e BPN, que foi requerida por Oliveira e Costa.

«Estes escândalos mostram a diferença de tratamento face à sociedade» que tem sido punida com cortes e outras medidas de austeridade, disse a eurodeputada, concluindo que o Governo «tem dois pesos e duas medidas: aos banqueiros oferece a impunidade e aos portugueses o castigo», afirmou a eurodeputada Marisa Matias numa conferência de imprensa em Lisboa, após apresentar o número 2 da lista que encabeça às europeias.

A bloquista acusou o Presidente da República, Cavaco Silva, de «má-fé» e de «enganar os portugueses» quando avisou que pelo menos até 2035 Portugal continuará sujeito a supervisão orçamental.

«A divida é impagável e o que é apresentado pelo Presidente da Republica [no prefácio do Roteiros VIII] é má-fé, é enganar os portugueses», afirmou a eurodeputada Marisa Matias numa conferência de imprensa em Lisboa.

«O roteiro apresentado por Cavaco Silva vem mostrar que estamos condenados à austeridade por mais 35 anos, o que não é o nosso entender», disse a eurodeputada, defendendo que «pagaríamos a dívida mas ficaríamos sem país».

A eurodeputada falou também sobre o manifesto assinado por 70 personalidades que defenderam uma reestruturação da dívida pública, considerando que o documento mostra que se está «a caminhar para o amplo consenso na sociedade portuguesa de que existe alternativa à austeridade».