O PCP vai solicitar a realização de um debate de atualidade sobre dívida pública para quarta-feira, no parlamento, após a operação de troca de dívida realizada pelo IGCP esta terça-feira.

«O Governo, não querendo reconhecer que a dívida pública não é sustentável, para não ter de a renegociar nos moldes que o PCP tem vindo a exigir há dois anos, empurra o pagamento da dívida para a frente com encargos para o Estado», declarou o deputado comunista Paulo Sá.

O parlamentar do PCP, que participa nas jornadas parlamentares que decorrem desde segunda-feira, no Algarve, acusou o Governo da maioria PSD/CDS-PP de estar, com esta opção, a hipotecar o futuro e a alimenta os credores, «que veem no pagamento da dívida pública um chorudo negócio».

O grupo parlamentar comunista reiterou a «necessidade absoluta de renegociar» a dívida pública de Portugal, dada a sua «insustentabilidade».

Maria Luís Albuquerque tinha afirmado que a operação financeira não visa «pedir mais dinheiro emprestado», mas propor aos investidores uma exposição à dívida portuguesa por um período mais longo.

Trata-se de «propor aos investidores que se mantenham com exposição à dívida pública portuguesa por um período um pouco mais longo, ou seja, em vez de serem reembolsados em 2014 e 2015, a possibilidade de serem reembolsados apenas em 2017 e 2018», explicou a ministra das Finanças esta segunda-feira.