O presidente do CDS-PP insistiu, esta sexta-feira, que será o povo a decidir quais os políticos que vão continuar no ativo após as próximas eleições legislativas. Paulo Portas atribuiu à «silly season» as notícias de que estará de saída da direção do partido em 2015.

«Queria dar-vos também uma palavra, essa mais irónica. Eu começo a trabalhar muito cedo e, hoje, quando peguei ao serviço, li um jornal que dizia "Portas sai em 2015"», começou por afirmar o líder do CDS-PP na sexta-feira à noite, na Guarda, num jantar com militantes, onde foi empossada a nova comissão política concelhia do partido.

De acordo com a Lusa, sobre o título do jornal, Paulo Portas afirmou: «Alto e para o baile. Quem diz quem são os políticos que ficam e os políticos que saem em outubro de 2015 é o povo português, quando em eleições escolher».

«Tudo o mais é especulação, tanta especulação que até parece que começou mais cedo a "silly season", ou seja, aquela altura do ano em que há muito calor e não há notícias, e as notícias começam a ser ligeiramente absurdas», disse Paulo Portas no discurso que proferiu.

O jornal «Sol» noticiou na sexta-feira que «Paulo Portas deve sair em 2015», escrevendo que «o vice-primeiro-ministro não tem vontade de ser candidato nas legislativas», «mas que no CDS ainda não se perfilam sucessores».

O semanário diz ainda que a saída de Portas é mesmo encarada como «muito provável» por um membro do Executivo, «que tem visto sinais de que o vice-primeiro-ministro não deverá ir às eleições legislativas de 2015» e afirma que dentro do CDS são mais as dúvidas do que as certezas.

Nomes como o de Nuno Melo, Mota Soares e Assunção Cristas são apontados, de acordo com o «Sol», como alguns dos «possíveis líderes numa era pós-Portas».