O presidente do PSD e primeiro-ministro pediu hoje aos portugueses para condenarem nas eleições europeias a demagogia e o facilitismo, que apontou como marcas do discurso da oposição e alegou quase terem destruído Portugal.

Durante um almoço de campanha da coligação PSD/CDS-PP, numa escola secundária em Macedo de Cavaleiros, Pedro Passos Coelho manifestou-se preocupado «com alguma agenda populista e demagógica» na política nacional e considerou que quem ouve a oposição «fica com a ideia de que tudo se resolveria sem sacrifício, se a Europa quisesse».

«Estas eleições são importantes para que as portuguesas e portugueses possam condenar, recusar esta mentalidade que ia destruindo Portugal e ia pondo em causa o euro e a Europa. Nós precisamos do voto das portuguesas e dos portugueses para recusar essa demagogia, para recusar esse facilitismo», acrescentou o chefe do executivo PSD/CDS-PP.

Parceiros europeus evitaram desastre social em Portugal

O presidente do PSD e primeiro-ministro defendeu também que a União Europeia não merece a crítica, mas sim o agradecimento dos portugueses pela sua solidariedade, afirmando que os parceiros europeus evitaram um desastre social em Portugal.

Durante um almoço de campanha da coligação PSD/CDS-PP, em Macedo de Cavaleiros, Pedro Passos Coelho pediu aos eleitores para que não se deixem desmobilizar pela ideia de que a Europa foi a culpada da crise no país e participem nas eleições de 25 de maio: «Nós temos de combater esta abstenção muito elevada que tem marcado sempre as eleições europeias».

No início da sua intervenção, o presidente do PSD lembrou os tempos que antecederam o pedido de resgate financeiro feito pelo anterior Governo do PS, relatando: «Na altura, a aflição era tanta que até de Frankfurt e de Bruxelas nos ligavam a nós a perguntar: então os senhores não pedem ajuda, não têm dinheiro para pagar e não pedem ajuda?».

«Parecia que estavam os nossos parceiros europeus mais preocupados com a nossa situação do que o Governo de então», considerou. «E foi graças aos nossos parceiros que em Portugal não houve um desastre social», acrescentou Passos Coelho, reforçando: «O que aconteceu em Portugal não teria sido possível sem a solidariedade europeia».

Quanto ao papel de PSD e CDS-PP em relação ao programa de resgate assinado em maio de 2011, declarou: «Nós, mesmo sem tê-lo negociado, comprometemo-nos a apoiar aquela negociação».

Segundo Passos Coelho, três anos depois, Portugal está agora em condições de dizer à União Europeia: «Obrigado pelo apoio que nos deram, e aqui têm a prova do nosso esforço, voltámos a pôr-nos de pé e contem connosco para construir uma Europa com mais crescimento, com mais emprego e com mais justiça para todos os europeus».