O presidente do PSD e primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, defendeu esta terça-feira a alteração da lei sobre a cobertura mediática das eleições, que considerou ter-se revelado «inadequada aos tempos presentes».

Na sua intervenção, o presidente do PSD apelidou a campanha para as autárquicas de domingo de «sui generis», devido ao limitado acompanhamento televisivo.

«É uma situação que eu espero sinceramente que não se volte a repetir no nosso país. E que possamos, nos casos em que a mediatização e a intermediação da comunicação social é determinante e essencial, que ela possa efetivamente estar ao serviço de escolhas informadas para os nossos concelhos», afirmou.

«Espero que isso seja possível de fazer no futuro, e que as diferenças entre os partidos não nos impeçam de alterar uma lei que se revelou não estar adequada aos tempos presentes», acrescentou o presidente do PSD.

Pedro Passos Coelho referiu que, «por mais que se procure chegar fisicamente a todos, não é possível» e descreveu as consequências do acompanhamento televisivo: «Nós temos de fazer o dobro, o triplo do esforço, dado que o principal meio que nos permite chegar às pessoas, que é a televisão, não tem condições para reportar a campanha autárquica».

«Chegámos, portanto, a esta situação sui generis, de estarmos na campanha autárquica a querer escolher os melhores para liderar os nossos concelhos e as notícias só poderem abranger os aspetos que não estão relacionados nem com as nossas escolhas nem com os nossos concelhos», cita a Lusa.