Pedro Passos Coelho, antes de votar, foi abordado pelos bombeiros para «ajudar» uma boa causa mas, sem dinheiro no bolso, pediu emprestado à mulher.

O primeiro-ministro, disse que as leituras políticas das eleições «nunca são estritas ao ato eleitoral» e «têm sempre consequências».

As eleições europeias AO MINUTO

«As eleições são para o Parlamento Europeu e é nesse enquadramento que será feita a leitura política, agora as leituras nunca são estritas ao ato eleitoral, têm sempre consequências, mas sobre isso não falarei agora, falarei mais logo», afirmou aos jornalistas Pedro Passos Coelho.

O líder do PSD falava após ter votado no concelho de Sintra, em Massamá, na Escola Secundária Stuart Carvalhais, onde chegou acompanhado da mulher, cerca das 11:15.

Pedro Passos Coelho adiantou que a leitura política das eleições europeias será feita «na altura própria» e «não durante o dia da votação».

«Haverá um período próprio em que faremos essas observações todas, que será logo à noite depois das urnas terem fechado e o escrutínio se ter escolhido», disse, destacando a importância dos portugueses votarem para as eleições europeias.

«A participação de todos os cidadãos é um ato cívico, além de um direito é um dever cívico e julgo que para o nosso país era importante que neste período houvesse uma afluência, uma participação elevada, significaria que o país segue com mais atenção aquilo que se passa na europa», sublinhou.

Para o primeiro-ministro, uma participação elevada nestas eleições significaria «uma abstenção inferior» à registada nas últimas europeias, que «foi muito elevada».

«Os órgãos europeus, nomeadamente o Parlamento Europeu, têm uma importância maior do que tinham tradicionalmente. Espero que os portugueses, como os outros europeus, possam reconhecer essa importância, uma vez que a preocupação de não haver um défice democrático das instituições europeias é partilhado por cada vez maior número de cidadãos, seria um bom sinal que a abstenção fosse menor desta vez que em atos eleitorais anteriores», sustentou.

Após votar, Pedro Passos Coelho e a mulher regressaram a casa a pé, da mesma forma como haviam ido até à escola de Massamá.