O porta-voz do PSD, Marco António Costa, qualificou esta quarta-feira as propostas do PS de alteração do Orçamento do Estado para 2014 como um «teste de populismo», mas disse que serão alvo de apreciação em sede parlamentar.

Contudo, rejeitou desde já «uma proposta, que é a taxação sobre as Parcerias Público-Privadas (PPP)», sustentando que «colocará exclusivamente em causa aquilo que hoje já foi obtido por este Governo em termos de redução presente e futura dos custos das PPP».

Marco António Costa assumiu estas posições em conferência de imprensa, na sede nacional do PSD, em Lisboa, depois de confrontado com o facto de o secretário-geral do PS, António José Seguro, ter apontado as propostas do seu partido como «um teste à verdadeira vontade de compromisso do Governo».

O porta-voz do PSD contrapôs que as propostas do PS de alteração ao Orçamento do Estado para 2014 correspondem «não a um teste ao Governo, mas a um teste de populismo que está a levar a cabo perante a opinião pública».

Segundo Marco António Costa, os socialistas não parecem realmente querer «colaborar num diálogo construtivo» com a maioria PSD/CDS-PP sobre o Orçamento do Estado para 2014, tendo em conta que antes o consideraram «um orçamento irreformável» e que «não mereceria nenhum tipo de aprovação».

«O PS, depois de ter dito que o Orçamento do Estado era irreformável, apresenta um conjunto de propostas que mais não são do que uma tentativa de afirmação populista face aos olhos da opinião pública», reforçou, acrescentando: «E, do lado da neutralidade orçamental, as propostas que apresenta são irrealistas e infundadas sob o ponto de vista dessa neutralidade orçamental».

Por outro lado, de acordo com o porta-voz do PS, é «um tanto ou quanto abusivo da parte do líder do PS estar a endereçar qualquer tipo de teste ao PSD e ao Governo, quando tem sido o PS permanentemente a recusar qualquer tipo de diálogo».

Marco António Costa acusou o PS de pôr em causa «o cumprimento dos serviços mínimos da democracia a que está obrigado, que é o diálogo interpartidário que seria desejável que acontecesse».

«O PS por três vezes recusou liminarmente qualquer tipo de diálogo», alegou.

Apesar destas críticas, o porta-voz do PSD afirmou que as propostas do PS «serão obviamente alvo de apreciação em sede parlamentar».