O ministro-adjunto e do Desenvolvimento Regional, Poiares Maduro, defendeu este sábado que o novo ciclo de fundos comunitários não servirá para, como no passado, «alimentar os vícios do Estado e da economia».

«No passado, confundimos frequentemente uma boa utilização dos fundos com gastar os fundos todos. Os fundos serviram mais para alimentar os vícios do Estado e da economia e do que para os transformar», afirmou Poiares Maduro perante o XXXV Congresso do PSD.

«Não pode ser assim, isso tem que mudar e vamos mudar», declarou o ministro que tem a pasta da gestão dos fundos comunitários.

Para o governante, «os sacrifícios não terminaram, mas iniciaram o caminho do crescimento sustentado que dá sentido a esses sacrifícios».

Considerando que «o ajustamento não é um fim em si mesmo», Poiares Maduro defendeu que Portugal não pode «continuar a ser um dos países mais desiguais e com menos mobilidade social».

Segundo Poiares Maduro, o próximo ciclo de fundos comunitários é «fundamental» para atingir os objetivos de aprofundamento da «democratização da economia e a descentralização do Estado» que favorecem o «mérito e o esforço».