O secretário de Estado da Cultura insistiu que a decisão de alienar a coleção Miró é «política» e de gestão: «O Estado português teve de tomar uma decisão política». Em entrevista na TVI24 esta terça-feira, Jorge Barreto Xavier garantiu que não se demite, após o episódio em que é acusado de ter permitido que os quadros saíssem do país sem cumprirem os procedimentos legais.

Por seu turno, em entrevista à TVI24, o secretário de Estado da Cultura anunciou que instaurou um processo de contra-ordenação às empresas que gerem os ativos do Banco Português de Negócios por causa das obras não terem cumprido os trâmites legais.

Já na terça-feira à tarde, o secretário de Estado tinha defendido que as obras de Miró não eram «prioridade» para o Governo, e que a venda ajuda a saldar dívidas do banco nacionalizado.

Coleção Miró «não é uma prioridade» do Governo.

Barreto Xavier mostrou-se ainda estar perplexo com a atitude dos partidos «agora», quando o anúncio de venda das obras foi feito em 2012.

«Fico perplexo: só agora é que há problemas com a venda dos quadros?», disse.

Leilão das obras de Miró cancelado.

A Christie¿s cancelou o leilão. O secretário de Estado disse que o futuro das obras devolvidas pela leiloeira está nas mãos das empresas criadas no âmbito do ministério das Finanças.