O primeiro-ministro enalteceu esta terça-feira a Justiça como uma das áreas que motiva um «grande consenso» na sociedade portuguesa, lamentando que por vezes não sucedam iguais visões políticas em aspetos que «deveriam ser os mais imediatamente concertáveis».

«Onde nem sempre conseguimos acordo é quanto aos aspetos que no fundo deveriam ser os mais imediatamente concertáveis, os que emergem da pura realidade», disse Pedro Passos Coelho numa intervenção em Lisboa, na cerimónia de inauguração das novas instalações da Polícia Judiciária.

A Justiça, disse também, «é uma das áreas essenciais à preservação e aprofundamento de um Estado de direito e de um Estado moderno», e, falando perante diversas figuras do PS que tiveram papel na área, como o antigo ministro Alberto Costa, disse que «muitas vezes» os diferentes partidos estão mais de acordo com o essencial em diversas áreas «do que parece».

«Temos tido dificuldades orçamentais grandes. Isso não nos impediu de realizar este projeto», declarou o governante sobre o novo edifício-sede da PJ, admitindo que o avançar deste projeto levou a que outros não pudessem avançar.

Na sua intervenção de cerca de 15 minutos, o primeiro-ministro defendeu ainda um «sólido» Estado social, sublinhando que o mesmo é pilar de uma «sociedade avançada e progressista».

Passos Coelho destacou ainda o «prestígio» que a Polícia Judiciária «tem em Portugal e fora de Portugal», um «bom elemento de segurança para o futuro coletivo» do país, escreve a Lusa.