O secretário-geral do PCP mostrou-se hoje «confiante» num bom resultado eleitoral autárquico, após votar, em PiresCôxe, Santa Iria da Azóia, e afirmou que a declaração do Presidente da República sobre a cobertura da campanha foi «igualzinha» à do Primeiro-ministro.

«Uma declaração igualzinha à que Passos Coelho fez. Quem vive, geralmente, mais pela promoção pela via da Comunicação Social e não pelo esforço próprio de campanha, de proximidade, de contacto direto com as populações, tem a tendência para propor alterações que visam, no essencial, levar à discriminação e ao desrespeito pelo princípio da igualdade, que é um princípio constitucional», disse Jerónimo de Sousa.

O líder da Coligação Democrática Unitária (CDU), que junta ainda Os Verdes e Intervenção Democrática, referia-se às palavras de Cavaco Silva sobre a legislação que regula o acompanhamento mediático das diversas forças políticas em tempo de apelo ao voto.

«Estas eleições o que podem significar é mais isolamento dos partidos do Governo, que tanto têm infernizado a vida aos portugueses", desejou, reiterando a inevitabilidade de uma "leitura nacional» dos resultados deste sufrágio local.

Para Jerónimo de Sousa, «Portugal não precisa de mais empréstimos, precisa é de renegociar a sua dívida, aumentar a sua capacidade de produção, a sua riqueza», até porque, considerou, «quanto mais produzir menos deve», rejeitando aquilo que considera ser o "caminho de afundamento» seguido pelo executivo da maioria PSD/CDS-PP.

O líder comunista foi acompanhado ao Grupo Desportivo de Pirescôxe, onde funciona a assembleia de voto, pela companheira, Ovídia, uma filha e os dois netos, Rui Pedro e Rita, de 12 e sete anos, respetivamente. O neto foi mesmo privilegiado ao ponto de seguir, já atrás do biombo, a votação do avô, conta a Lusa.