A coligação PSD/CDS-PP às europeias assinou esta quinta-feira um compromisso com a criação de «um intergrupo sobre o voluntariado no Parlamento Europeu», após uma visita a um centro de formação profissional em Setúbal, com um protesto em fundo.

Depois de terem visto Paulo Rangel, Nuno Melo, Ana Clara Birrento e outros candidatos da Aliança Portugal passar em direção a um relvado onde foi improvisada uma cerimónia de assinatura desse compromisso, duas ou três pessoas que estavam junto a uma paragem de autocarros criticaram-nos por não terem visitado o centro de formação profissional de manhã cedo, quando está «cheio de desempregados».

Com a comitiva PSD/CDS-PP já à distância, declararam aos jornalistas que «eles querem é mais votos para o submarinos» e que «devia era haver mais um 25 de Abril». Duas mulheres queixaram-se de estar em formação numa área distinta daquela em que trabalhavam: «Tive de vir obrigada para aqui, de gerente para jardinagem», disse uma. «Sou obrigada a estar aqui, eu que sou cozinheira de primeira, tenho de vir fazer jardinagem. Isto tem alguma lógica? Não tem lógica nenhuma», contestou outra.

Alheios a este protesto, que depressa se esbateu, os candidatos da Aliança Portugal conversaram com os representantes da Confederação Portuguesa de Voluntariado Eugénio Fonseca e João Teixeira, que explicaram estar a tentar recolher o compromisso de várias famílias políticas no Parlamento Europeu com a constituição de «um intergrupo sobre voluntariado» para que haja «uma estrutura operacional no seio da União Europeia que facilite o trabalho nesta área».

Numa mesa colocada ali para a ocasião, os candidatos às eleições europeias da coligação entre PSD e CDS-PP, dois partidos membros do Partido Popular Europeu (PPE), assinaram o compromisso.

O cabeça de lista, Paulo Rangel, referiu que «um intergrupo é uma estrutura informal, mas que tem algum apoio do Parlamento Europeu para defender causas» e que «não é fácil» de criar.

«Depois, ter um intergrupo reconhecido pelo próprio parlamento para que ele tenha os tais instrumentos de atuação, isso é que é mais difícil», acrescentou o social-democrata, concluindo: «Lutaremos para se criar o tal intergrupo, um intergrupo reconhecido pelo parlamento».

O centrista Nuno Melo, quarto candidato da Aliança Portugal, assegurou que «este compromisso será mesmo cumprido». E considerou que Ana Clara Birrento, também indicada pelo CDS-PP, oitava na lista da coligação, «está em lugar claramente elegível» e «terá a maior parte do seu mandato vocacionado para as questões sociais».

Mais tarde, a candidatura PSD/CDS-PP reuniu-se com a direção e visitou as instalações de uma empresa de produtos para alimentação animal e humana, no Montijo.