O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, destacou hoje a importância das eleições europeias para a vida das pessoas, admitindo que os temas europeus foram relegados para segundo plano na campanha, em toda a Europa.

«Estas eleições são muito importantes porque grande parte das leis que tem a ver com o dia-a-dia das nossas pessoas são aprovadas em Bruxelas e Estrasburgo. É a Comissão Europeia que faz as propostas mas só são adotadas se forem aprovadas quer pelos governos quer pelo Parlamento Europeu», afirmou Durão Barroso.

O presidente da Comissão Europeia e ex-primeiro-ministro português falava aos jornalistas após votar, na secção 9, na Escola Paula Vicente, no Restelo, freguesia de Belém, onde chegou às 10:25.

Por outro lado, sublinhou, pela primeira vez, «e por causa do Tratado de Lisboa [os resultados eleitorais] vão ser tomados em consideração na escolha do futuro presidente da Comissão Europeia».

Questionado sobre a forma como decorreu a campanha eleitoral, Durão Barroso admitiu que os temas europeus foram «relegados para segundo plano» mas frisou que isso aconteceu em toda a Europa e não apenas em Portugal.

«O que eu acho é que, sinceramente, em toda a Europa, por vezes, e isso temos que dizer, os temas europeus foram relegados para segundo plano, em toda a Europa e não apenas aqui em Portugal», disse.

Durão Barroso disse que tem sido analisada a questão de saber «como é que se pode tornar o sistema político europeu mais próximo dos cidadãos», defendendo que as eleições de hoje são tão importantes como as eleições nacionais.

«A verdade é que são, porque hoje grande parte das decisões que afetam as nossas vidas, em todos os países, são tomadas coletivamente pelos países europeus também no Parlamento Europeu», disse.

Questionado sobre as consequências, em termos partidários, dos resultados eleitorais, Durão Barroso, recusou fazer «análise política» partidária, frisando que o resultado terá um impacto na composição do Parlamento Europeu.

«Não são eleições nacionais, não vou entrar em política interna», disse o ex-primeiro-ministro português.