O vice-presidente da bancada do CDS-PP João Almeida recusou, esta sexta-feira, que os centristas tenham sido deixados sozinhos no plenário da Assembleia da República a falar do eventual corte nas pensões de sobrevivência.

«Não só não respondi sozinho, porque a minha colega Clara Marques Mendes, do PSD, também respondeu, como não tem isso impacto nenhum. Quando foi discutida a questão através da intervenção do deputado Vieira da Silva, do PS, quer o CDS quer o PSD intervieram».

João Almeida referia-se a notícias que apontavam para o isolamento do CDS na defesa dos ataques no Parlamento de Vieira da Silva, deputado do PS e ex-ministro do Governo Sócrates, na quarta-feira, ao eventual corte nas pensões de sobrevivência.

À entrada para a reunião do Conselho Nacional do CDS-PP, João Almeida, que também é porta-voz do partido, insistiu em recusar que tenham sido os centristas os únicos a falar sobre a eventual introdução de uma «condição de recurso» para a atribuição das pensões de sobrevivência.

«Eu também li que tinha discutido sozinho com a oposição, mas não foi verdade. É um facto que não corresponde à realidade, a deputada Clara Marques Mendes interveio nessa discussão», reiterou.

«O CDS está, como deve estar toda a gente, à espera que a medida em concreto seja apresentada», disse.

«Estamos a falar de 100 milhões em 2 mil e 700 por ano, ou seja, o Estado para o ano, em pensões de sobrevivência, pagará 27 vezes mais do que aquilo que vai poupar. Basta fazer esta proporção para perceber que o impacto nunca pode ser aquele que foi anunciado», afirmou.

Antes do início da reunião do Conselho Nacional, o órgão máximo do partido entre congressos, o presidente do CDS-PP e vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, foi fotografado com os presidentes de câmara «do penta», como se referiu à presidência das cinco autarquias que os centristas conquistaram.

A fotografia foi tirada na entrada da sede do CDS-PP, junto ao busto de Adelino Amaro da Costa, e Portas estava ladeado pelos presidentes de Câmara de Ponte de Lima, Albergaria-a-Velha, Vale de Cambra, Velas e Santana.

O Conselho Nacional centrista está reunido para discutir as eleições autárquicas de 29 de setembro passado e para marcar o XXV Congresso, que será eletivo da liderança, e que o presidente do partido vai propor que se realize a 11 de 12 de janeiro.