O dirigente socialista Francisco Assis excluiu hoje a possibilidade de se recandidatar à liderança da bancada do PS e afirmou que António Costa pode ser um «forte» candidato à Presidência da República.

Francisco Assis falava à entrada para a reunião da Comissão Política Nacional do PS, que procederá à análise dos resultados das eleições autárquicas de domingo, as quais os socialistas venceram em número de votos (cerca de 36%) e triunfaram em 150 das 308 câmaras municipais.

Interrogado se defende que o PS deverá apoiar António Costa, reeleito domingo no lugar de presidente da Câmara de Lisboa, nas eleições presidenciais de 2016, Francisco Assis procurou esclarecer o teor do artigo que escreveu para o jornal Público.

«Não escrevi que [António Costa] deve ser o candidato [do PS]. Escrevi que António Costa teve uma grande vitória nas eleições para a Câmara de Lisboa e é uma personalidade marcante da vida política nacional», disse.

Questionado se António Costa poderá ser um forte candidato nas próximas eleições presidenciais, Francisco Assis respondeu: «Sobre isso não tenho a mais pequena dúvida.»

«Mas [no artigo no jornal Público] não quis colocar a questão de quem o PS deve apoiar. Fiz apenas uma análise dos resultados das eleições autárquicas, designadamente sobre o significado e impacto da vitória de António Costa em Lisboa. Considero também que o secretário-geral do PS [António José Seguro] saiu claramente reforçado nestas eleições autárquicas», declarou.

Interrogado se tenciona suceder a Carlos Zorrinho na liderança da bancada do PS, Francisco Assis, que foi líder parlamentar dos socialistas entre 2009 e 2012, excluiu-se de entrar nessa corrida.

«Garanto que na minha vida não voltarei a ser líder parlamentar do PS», disse.

Já sobre se gostava de assistir à continuidade de Carlos Zorrinho como presidente do Grupo Parlamentar do PS, Francisco Assis foi vago.

«Não tenho nenhuma consideração a fazer sobre isso, porque é uma questão que tem de ser resolvida entre o Grupo Parlamentar, o secretário-geral do PS e a direção do partido. Julgo que esse assunto será tratado na próxima semana e confio plenamente na forma como esse assunto será resolvido por quem tem de o resolver», declarou o dirigente socialista.