O líder parlamentar do PSD frisou hoje não haver qualquer preferência definida relativamente ao período após o fim do programa de assistência económico-financeira, admitindo até uma terceira via, além do regresso pleno a mercado e do programa cautelar.

«O PSD não manifestou à troika nem ao país uma preferência por uma das saídas. Entendemos que, na altura própria, a três ou quatro semanas do fim do programa, teremos de definir e decidir aquilo que mais interessa ao país, dando confiança e segurança aos investidores internacionais para um regresso pleno a mercado, com taxas de juro compatíveis», declarou Luís Montenegro, à saída da reunião da bancada «laranja».

O deputado social-democrata Miguel Frasquilho dera a entender na véspera, depois da reunião com representantes da Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional, uma predileção pelo regresso aos mercados através do recurso a um programa cautelar.

«Pode acontecer com todas as opções que estão em aberto e qualquer uma delas pode ser tomada se o seu condicionalismo for favorável. Pode acontecer com saída similar à da Irlanda, com saída com programa cautelar ou com uma outra terceira opção que possa assegurar que temos todas as condições para o regresso credível, seguro, ao mercado pleno, que não nos traga no futuro novas necessidades de ajuda externa», afirmou Montenegro.

Esta terceira via, «é tudo aquilo que puder ser acordado com os parceiros» segundo o parlamentar «laranja», sendo uma «decisão do Governo português».