O ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, defendeu que a polémica em torno das viagens pagas pela Galp a secretários de Estado para assistirem a jogos do Euro 2016 está terminada com as explicações do ministro dos Negócios Estrangeiros.

"O senhor ministro dos Negócios Estrangeiros teve a possibilidade de esclarecer a opinião pública relativamente à opinião do Governo e à posição do Governo e, a partir daí, está tudo dito. Eu acredito que este assunto está terminado", afirmou Tiago Brandão Rodrigues aos jornalistas, no Rio de Janeiro.

O ministro da Educação, que tutela o Desporto, falava a bordo do Navio Escola Sagres, na cerimónia de inauguração do navio, pelo Presidente da República, como "Casa de Portugal" nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, depois de ter assistido à vitória da seleção de futebol face à Argentina, reporta a Lusa.

Marcelo Rebelo de Sousa tinha horas antes recusado comentar a política interna portuguesa, mas defendendo, em abstrato, os princípios da transparência, contenção dos gastos públicos e não confusão entre poder político e económico.

"Em abstrato, o que eu posso dizer é que a minha campanha eleitoral e o meu mandato como Presidente têm sido permanentemente preocupados com uma ideia que também preocupa os portugueses, que é a ideia da transparência, que é a ideia da contenção dos gastos públicos, que é a ideia de não confusão entre poder económico e poder político", afirmou o chefe de Estado.

O Governo considerou que o caso das viagens de membros do Governo pagas pela Galp para assistir a jogos do europeu de futebol "fica encerrado" com o reembolso das despesas efetuadas pelo patrocinador oficial da seleção.

"Tendo suscitado dúvidas na opinião pública, os senhores secretários de Estado fizeram questão de assegurar o reembolso de quaisquer despesas em que o patrocinador tenha incorrido por motivo da sua participação nessa iniciativa de apoio público. Ao fazê-lo, do ponto de vista do Governo, o caso fica encerrado", afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, em declarações aos jornalistas no Palácio das Necessidades, em Lisboa.

Os secretários de Estado a que Augusto Santos Silva se referia são o dos Assuntos Fiscais, Fernando Rocha Andrade, da Indústria, João Vasconcelos, e da Internacionalização, Jorge Costa Oliveira.