O vice-primeiro-ministro disse que o povo é que decidirá quais os políticos que ficam nas próximas eleições legislativas e que a possibilidade avançada sobre a sua saída em 2015 é tão especulativa que «parece a abertura oficial da "silly season"».

«Em outubro de 2015 quem vai decidir sobre os políticos que ficam e os que saem é o povo, pelas simples razão de que há eleições e o povo julgará. Tudo o mais é tão especulativo que até parece a abertura oficial da "silly season"», disse à agência Lusa, o vice-primeiro-ministro, Paulo Portas.

O jornal Sol noticia hoje que «Paulo Portas deve sair em 2015», escrevendo que «o vice-PM não tem vontade de ser candidato nas legislativas», «mas que no CDS ainda não se perfilam sucessores».

O semanário diz ainda que a saída de Portas é mesmo encarada como «muito provável» por um membro do executivo, «que tem visto sinais de que o vice-primeiro-ministro não deverá ir a eleições nas legislativas de 2015» e afirma que dentro do CDS são mais as dúvidas do que as certezas.

Nomes como o de Nuno Melo, Mota Soares e Assunção Cristas são apontados, de acordo com o Sol, como alguns dos «possíveis líderes numa era pós-Portas».